Um dos motivos da sua mulher, namorada ou ficante odiar as suas bebedeiras é o universo de grosseria e machismo que o ato de tomar cerveja carrega em si.
Claro que elas sabem que você bêbado está muito mais propenso a arrastar asas para qualquer caminhoneira que apareça. Você passando mal, com bafo de cachaça e tentando dar umazinha porre com elas também incomoda bastante.
Mas isso tudo, em maior ou menor grau, a mulherada também faz, afinal elas gostam de beber e se divertir como nós.
O que realmente tira a sua mulher do sério é a cultura cervejeira, essa celebração exacerbada ao machismo deselegante que remexe nas feridas femininas mais profundas.
Boa parte (talvez a maior) desse ódio das mulheres à sua breja nasce na própria propaganda da cerva.
Alguns anos atrás, por exemplo, a Skol se saiu com essa pérola da grosseria publicitária, lembra da Dona Carminha?
Mas fica pior, o segundo filme da campanha chuta ainda mais forte o pau da barraca e, além de fazer a gostosa de objeto e colocar novamente uma espécie de médico pra receitar cerveja, ofende as gordinhas de maneira quase homonazista (sim, o Placa na Cueca defende as gordinhas porque não considera homem aquele que despreza qualquer desenho feminino que seja).
Não muito distante dessa época, a Kaiser convocou a máquina Pietra Ferrari (lembra dela, Caldeirão do Huck e tal?) para servir de brinquedinho para a dupla mané Marcos Palmeira e Murilo Benício.
Ai, ai, Pietra…mas sim, voltando ao assunto, não satisfeitos em colocar a modelo no papel de vaso, a turma da Kaiser aproveitou a mesma idéia para lançar a Bavaria fora do país. Apenas substituíram a dupla de manés globais por dois bocós anônimos. Depois ninguém entende porque o europeu encara isso aqui como o maior puteiro a céu aberto do mundo.
Mas machismo não é necessariamente sinônimo de grosseria. Vejamos aqui a Antarctica nesse filme com a sensacional Patrícia Silveira.
E aí, será que alguma associação politicamente chata se ofendeu com esse? Mais difícil, né? A mensagem é tão cafajeste quanto as outras, mas tem classe. Abordagem é tudo.
Abaixo temos o balé da Isenbeck, outra canalhice deslavada, mas como na história nós somos retratados como bichos ridículos, novamente a ofensa ao sexo oposto é suavizada (também com a ajuda da trilha).
Já a Heineken talvez tenha o melhor exemplo de abordagem calhorda romântica da história da comunicação de cerveja. Segura a Aniston aí.
E como brinde divertido, vamos encerrar com a grosseria explícita da Guiness que caiu na web há alguns meses (caso você não saiba, esse comercial aí é fake).
One Response
NOSLIN
November 13th, 2008 at 6:28 pm
1legal o post, juntou uns comercias muito loucos vei
flw abrasss
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