
Ela é gata, tá sempre arrumadinha e tem uma inteligência que gira em torno do padrão brasileiro na categoria “classe média-alta fútil e consumista”. Condição que a faz pensar que escreve bem o suficiente para contar histórias num blog. No diarinho virtual, ela relata detalhes de seus inúmeros casos amorosos e do aprendizado que eles proporcionaram. Entre as coisas que ela aprendeu, está o fato de que os homens não são tão necessários e indispensáveis quanto ela imaginava que fossem. “Sempre aparece um novo”, ela costuma escrever. “Não gosto de cobrança e não gosto de dar satisfação. Por isso não me envolvo. Se passar dos limites, caio fora” é outro papo recorrente. Isso é o que ela diz quando está solteira. Quando está com alguém, faz exatamente o contrário do que costuma “ensinar”. Programa os dias e as noites em função do namorado/peguete/pretendente, deixa de sair com as amigas só para não emputecer o figura… Infelizmente (para ela), nada dá certo. Por mais virtudes que tenha, ela sempre é feita de gato e sapato pelos homens. E a cada pé na bunda, surge mais inspiração para escrever. O problema é que tudo volta à estaca zero quando um bonitão chega pra ela e diz: “adoro seu blog”.




